Cohub: qual o impacto de uma aceleradora em JF?

Eduardo Frota, um dos cofundadores da Cohub Aceleradora de Startups fala um pouco mais sobre ela. Confira a entrevista:


De onde surgiu a ideia para a criação da Cohub?

A Cohub surgiu da necessidade de fazer com que médias e grandes empresas consigam conversar com micro empresas de tecnologia, criadas, em sua maioria, por adolescentes ou universitários sem experiência de gestão, finanças, RH, vivência de mercado e, muitas vezes, com sede em uma “garagem”.


Entendemos que inovação é uma questão de sobrevivência para as empresas tradicionais, porém, há um custo muito elevado para estas empresas criarem um laboratório de inovação. Sendo assim, criamos a Cohub, o laboratório de inovação para estas médias e grandes empresas.


Como foi o processo de estruturação dela?

Inicialmente, tivemos algumas dificuldades em nos posicionar no mercado. Há poucas aceleradoras no país e tivemos poucas referências, porém, tínhamos de forma muito clara em nossa mente a necessidade de fazermos o HUB entre as startups e as empresas tradicionais.


Nos relacionávamos com as médias e grandes empresas, mas não tínhamos as startups. A partir daí começamos nossa busca por projetos na fase da idéia, MVP ou mesmo na fase de crescimento e começamos a entender que para fazer esta conexão era necessário antes preparar as startups para apresentá-las para as empresas.


Neste processo, conhecemos diversos empreendedores diferenciados, projetos e ideias fantásticas. Criamos um método para escanear a startup, fazer um pente fino em todas as áreas com objetivo de torná-la mais eficiente e enxuta e, principalmente, prepará-la para o crescimento.


Com esse networking, começamos a juntar pessoas, empresas, startups para projetos específicos com foco em resolver problemas existentes em uma determinada área de uma empresa ou mesmo de um setor da economia.


Com o passar do tempo começamos a nos posicionar na área de IoT (internet das coisas). Montamos um laboratório com equipamentos de ponta e estamos trabalhando para nos tornarmos uma referência no Brasil.


Atualmente temos oito startups dentro da Cohub. Há sete projetos e três startups saindo do forno e entrando no mercado. Mais da metade destes projetos são focados em IoT.


Qual a metodologia de aceleração usada?

Quando falamos em aceleração de empresas, não há segredos, avaliamos as habilidades das pessoas envolvidas na operação, analisamos os processos internos, viabilidade, potencial de crescimento, produto, experiência do cliente, qual problema este projeto resolve. Resumindo, passamos um pente fino na empresa. Após isso, atuamos em duas frentes: validação de mercado e resolvendo cada detalhe de cada área da empresa que necessite de suporte.


Quais estágios de aceleração são ofertados?

Gostamos muito de projetos que ainda estão na fase da ideia ou MVP, mas atuamos também com startups em fase de crescimento.


Tem algum serviço ou benefício a disposição das aceleradas?

Fazemos a conexão das startups e empreendedores com médias e grandes empresas para usá-las como validadores dos projetos. Também apresentamos elas a investidores, mentores e, principalmente, trazemos a equipe para nosso espaço.


Quem pode se inscrever para participar deste ecossistema?

Startups em fase da ideia, MVP ou crescimento (growth).


O que é preciso fazer para se inscrever?

Apenas entrar em nosso site e se cadastrar. A partir daí, sua startup estará exposta para médias e grandes empresas.


Há algum mapa da mina para garantir que será selecionado?

Sim. A chance de seleção aumenta se, na fase da ideia, conseguir passar para o papel algo estruturado. E na fase de MVP ou crescimento, olhamos se tem pessoas que somam e se complementam no projeto como sócios e, principalmente, se trabalham a validação no mercado.


Quais os termos de aceleração?

Essa questão trabalhamos cada caso de uma forma, sem um padrão específico.


Onde a Cohub se vê nos próximos dois anos?

Como referência em inovação em Juiz de Fora e região.

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